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AMÉRICA LATINA: Ongs querem
mais esforços contra a desertificação
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BUENOS AIRES, 19 de março (Terramérica).-
Organizações não-governamentais reclamaram ações efetivas
para frear a desertificação na América Latina.
Assim se manifestaram na V Sessão do Comitê de Exame
da Aplicação da Convenção das Nações Unidas de Luta
contra a Desertificação, que acontece em Buenos Aires
entre 12 e 21 de março, com representantes de quase
170 países.
Os governos latino-americanos fizeram “grandes esforços”
para avançar, disse ao Terramérica Patricia Maldonado,
representante na Argentina da Rede Internacional de
Organizações Não-Governamentais em Desertificação.
Após dez anos de vigência da Convenção, os informes
governamentais mostram que essas ações são “insuficientes”,
acrescentou.
“É preciso rever as estratégias de intervenção, permitir
maior participação das comunidades afetadas e descentralizar
as políticas nacinoais”, recomendou Maldonado, que
lidera a Associação Ambientalista Llastay, na Argentina.
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MÉXICO: Descontaminação
começa em casa
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MÉXICO, 19 de março (Terramérica).-
Um programa de limpeza ecológica, que desde 2006 é
aplicado no edifício onde fica o Ministério do Meio
Ambiente do México, pretende generalizar-se a partir
de maio para todos os órgãos dessa pasta no país.
Vanesa Alfaro, porta-voz do privado Grupo Alfa Sol,
encarregado da limpeza do Ministério, explicou ao
Terramérica que suas operadoras usam substâncias inodoras
não-ácidas que degradam rapidamente, evitam ao máximo
produtos químicos agressivos e utilizam panos de microfibra
em lugar de panos úmidos.
A iniciativa é da Comissão de Cooperação Ambiental
da América do Norte, que se impulsiona entre seus
sócios: Canadá, Estados Unidos e México.
A limpeza ecológica é mais cara, mas se ficar popular,
por meio de exemplos como este, se criará um mercado
atraente e mais barato, disseram seus incentivadores.
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BRASIL: Internet na defesa
de florestas
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RIO DE JANEIRO, 19 de março (Terramérica).-
A Rede Povos Florestais instalou antenas e equipamentos
para conexão à Internet em oito comunidades do interior
do Brasil e 30 escritórios urbanos de apoio para convertê-las
em agentes ambientais.
A Rede conseguiu do governo o compromisso de estender
a conexão a outros 150 povoados indígenas, negros,
ribeirinhos e extrativistas.
Constituída em 2003, a Rede só aceita comunidades
aprovadas em uma avaliação feita durante um seminário
no qual devem demonstrar “identidade cultural clara
e forte”, explicou ao Terramérica João Augusto Fortes,
presidente da Associação de Cultura e Meio Ambiente,
uma das incentivadoras do movimento.
Conectadas, essas comunidades são capacitadas e podem
denunciar rapidamente invasões, desmatamento e outros
crimes, em defesa própria e do meio ambiente. Além
disso, divulgam sua cultura, podem desenvolver ecoturismo
e exportar seus produtos sustentáveis, destacou Fortes.
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